sábado, 4 de setembro de 2010

Mais uma demonstração de quem ama incomodar o próximo.

Tem um evangélico invadindo vários grupos de discussão (yahoo groups, google groups, etc) e postando mensagens fanático-religiosas. O discurso não muda, só o e-mail. Quando um é bloqueado no grupo, ele cria outro e continua. Totalmente sem noção.

Então, dando continuidade ao post anterior, o prêmio de apaixonado por chatear os outros vai pro Sr. Alex Nunes, o evangélico surtado, em suas inúmeras versões de endereço eletrônico!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pessoal, o assunto de hoje é a paixão. Mais especificamente a paixão que algumas pessoas têm por serem chatas. Sério.

Hoje estava trabalhando, como todos os dias, quando vêm um desses malucos apressados, que fica esperando um motivo pra dar ataque. Começou implicando com meus colegas. Seguiu pra minha frente, dizendo que estava cansado deste mal atendimento, e que ia processar. No PROCON tudo se resolve. Pergunta se eu discuti com o doido?? Nenhuma maldita palavrinha. Acredito que por isso mesmo ele continuou seu monólogo de como a gente vive num país miserável, onde as coisas só se resolvem na justiça e blábláblá. Eu ainda lá, muda, esperando o doido dizer o que queria. Quando ele falou que queria pagar uma conta, pedi logo os documentos, como sempre. Jura que o cara tava com os documentos todos errados?!?! Claro, porque desgraça pouca é bobagem...

Depois de insistir que não estava errado, começou a dar ataque, que ia falar com o gerente e processar todo mundo, inclusive eu. Ok, honey, go ahead... Claro que o gerente não deu pelota e volta o doido pra minha frente, resmungando, que eu tinha que ir pra igreja orar, pra luz me iluminar, porque isso era o demônio. Por quê eu tava criando problemas com ele?!

Pára o mundo que eu quero descer... Sério. Não tenho mais paciência pra esse povo fanático. Nem pros religiosos, nem pros políticos. Tanto esses doidos que seriam capazes de matar pela sua sagrada fé, quanto esses doidos que estão lotando nossas caixas de e-mail com mensagens do tipo "vote em fulano" ou "não vote em cicrano". São justamente aqueles que juram sob a bandeira que são a favor da liberdade de expressão e da democracia. São justamente essas pessoas sectárias que nos impõe, diariamente, suas opiniões e dogmas, que vêm nos acusar de descrença e ingenuidade. Afinal, quem não concorda com eles só pode estar errado, não quer ver a verdade diante do seu nariz...

Oras, isso não é fé, muito menos exercício de cidadania. Isso é chatice. Pura. Eu fico no meu cantinho pensando que, às vezes, nessas vezes, é melhor ser surdo que ouvir essas bobagens. E isso é coisa, tipicamente de gente apaixonada. Apaixonada pela encheção de saco!!

Always on my mind

Gente, tô eu aqui vendo um filminho bem light, daqueles pra fechar o domingão, quando ouvi uma frase totalmente perfeitinha: "eu penso em você até quando você está comigo". Bem, não pude deixar de ficar aqui pensando... É exatamente isso!!

Fico pensando em que parte do script o relacionamento esfria. Porque tem uma hora que a gente acorda do lado de um estranho. Aparentemente do nada, você se pega perguntando quem é esse [preencher com um adjetivo pejorativo] que está do seu lado.

Por outro lado, têm aquelas histórias que, quando interrompidas, se transformam num martírio. Quem não passou por isso, ou viu uma baita amiga arrastando correntes por alguém, mil anos depois de sepultado o relacionamento?!

Dizem por aí que amor e ódio caminham juntos. Eu digo que amor e medo caminham lado-a-lado. Não estou falando daquele medinho de errar e perder, do que fazer depois que acabar. Mas daquele medo quixotesco do que fazer quando der certo. Afinal, por mais que a gente queira muito, fazer dar certo é algo que assusta pacas. Assusta a perspectiva de passar a vida ao lado de alguém incrível e o quanto essa pessoa real, com defeitos e tudo o mais, transforma cada dia seu em vários sorrisos totalmente indispensáveis. Assusta saber que ela vai estar ali quando ela não estiver mais ali. Assusta mais saber que ela vai estar ali também quando estiver ali. Como já (bem) disse Elvis, you're always on my mind...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Divulgando...

Pessoal, sei que esse não é um espaço de anúncios. Mas, como me mandaram essa promoção, e pareceu legal, tô divulgando.

Entrem no http://paquidermesculturais.blogspot.com/ e cadastrem-se. Estarão concorrendo ao sorteio destes livros:


Então, o recado está dado. Boa sorte aos que resolverem participar!!


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Parece ser de Veríssimo...

Há muitos anos atrás uma donzela caminhava pela beira de um rio quando apareceu um sapo. O sapo contou para ela que era um príncipe que tinha sido enfeitiçado por uma bruxa e que se a donzela o beijasse o feitiço passar. A donzela acreditou, beijou-o e ele se transformou de novo em um príncipe. Casaram-se e viveram felizes para sempre.
Alguns séculos depois, outra donzela caminhava pela beira de um rio quando apareceu um sapo.. A história você já conhece com um detalhe, na hora do beijo, ela disse: de língua não! E viveram felizes para sempre.
Alguns outros séculos depois, após a revolução industrial, uma donzela desempregada passeava pela beira de um rio e ouviu a mesma história de um sapo. Ela o beijou e ele se transformou em um príncipe muito feio, talvez pela poluição do rio. A donzela protestou mas para quem já beijou sapo... casaram-se e tiveram uma vida difícil para sempre, inclusive o príncipe havia perdido tudo com o fim do feudalismo.
Décadas atrás, a mesma história, tudo igual, apenas com um momento de hesitação até que fosse esclarecido o seguinte ponto: precisa ser donzela? Não precisava. Casaram-se e viveram etc etc
Nos anos sessenta a mesma história, sendo que a moça era feminista. Após ouvir a triste história do sapo ela concluiu: alguma você andou aprontando.. . e chutou o sapo para longe.
Há alguns meses atrás, uma jovem empresária passeava pela beira do rio artificial do seu condomínio fechado quando ouviu um psiu de um sapo, e a mesma conversa.
Pensou ela: um príncipe hoje em dia não vale tanto mas um sapo falante, como posso faturar alto. Ela pos o sapo em uma gaiola, fez muito dinheiro e viveu e viverá feliz para sempre.
Anteontem, uma jovem ouviu a mesma conversa de um sapo mas não decidiu nada na hora. Procurou seu consultor financeiro, que lembrou a ela que hoje em dia nada mais valioso do que informação privilegiada como a que o sapo lhe passara e aconselhou:
esqueça este sapo e procure essa bruxa! Com seus poderes mágicos a bruxa poderia transformar moeda fraca em forte, nominativas em preferenciais, etc etc Era a solução para a crise!



Nem preciso dizer o quanto adorei, né?!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Realmente, a Alice está certa... 'o rio leva, o rio traz...'

Semana passada recebi um e-mail, no mínimo, curioso. De um cara por quem fui beeeem apaixonadinha. Uma história bem divertida, daquelas que a gente fica lembrando enquanto tá no trânsito. Ele era bem mais velho que eu, e eu achava essas diferenças bem legais. Mas, como éramos diferentes em quase tudo, a história durou menos que eu gostaria, ele virou nuvem, e perdemos o contato. Entendam que isso não foi acidental. Até semana passada.

Absolutamente do nada, me mandou email com notícias da minha terra. Notícias chatinhas, que pareciam sarcasmo, à primeira vista. Respondi, que lamentava, e que ia me inteirar do assunto. Ele respondeu. Eu respondi. Ele respondeu. Achei melhor parar com a brincadeira. Hoje mandou outro. Um tanto menos impessoal. Algo daquelas correntes "você é o melhor amigo da galáxia", mas super fofo. Buni mesmo. Bem a carinha dele.

Depois de juntar meu queixo do chão, e quase fundir meus neurônios em busca de respostas, suspirei, respirei beem fundo, e voltei a me concentrar no trabalho, que no final das contas era o que tava merecendo minha atençãoa naquele momento.

Chegando em casa, conversando com Alice e relembrando, meu ego tava feliz com tudo isso. Feliz por ser lembrada. Feliz por ser a melhor amiga da galáxia (mesmo sabendo que isso não é verdade). Feliz por não doer mais. Feliz por estar feliz.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Férias - Parte I

Férias na terrinha. Pizza. Claro, não podia faltar. Chego na pizzaria, escolhemos a mesa, bebida e talz. Dou uma olhada ao redor, poucas mesas ocupadas. Até encontrar um rosto (ou melhor, costas) conhecido: o Uca!!
Pra quem não é da época, o Uca é um dos últimos membros do Clubinho. Há muito tempo atrás, quase noutra vida, saíamos com uma turma, chamada de 'galera do oo-hoo'. Explico: SEMPRE que tinha um show de rock, estávamos na frente do palco, balançando a cabeça e gritando OOHOO. Tá, muita gente vai achar absurdo, mas início de faculdade é isso mesmo. E, como bons bichos-grilo que éramos, tínhamos a turminha antagônica (mas não rival) que chamávamos maldosamente de 'Clubinho do Metal'. Eram uns guris massa, mas metidos, que agiam como se fossem um clã, ou algo assim. Nós, meninas, andávamos com ambos os grupos. Era como a turma da faculdade e a turma do bairro.
Eis que o Uca era um guri lindo, mas liiiiindo, que começou a andar com o Clubinho. Mas era muito pirralho (a gente estava nos 19 e ele nos 15). Como era gente boa, e lindo, ninguém se opôs a ele. Todas nós (meninas, ok?!) babamos nele. Sem exceção. Ele tocava guitarra no Clubinho e, embora fosse meio cria ainda, acompanhava numa boa nossos programas. Ah, esqueci um detalhe importante: era cabeludo. Mesmo que todas nós tivéssemos namorado na época, ele era o comentário das nossas rodinhas (mode VACA on). Até driblávamos o Clubinho, dizendo que o Uca era bobeira nossa, pra não rolar stress. A gente bem sabia que isso nunca passaria de conversa fiada.
Hoje encontro o guri na pizzaria. Comecei a fazer contas. Sim. Já é maior-de-idade-e-dono-do-seu-nariz. E continua lindo. Não é mais cabeludo. Mas continua lindo... Vários flashes passaram entre uma pizza e outra. Lembranças quase de outra vida. Vontade de ligar pras gurias. Ainda bem que amanhã tem bota-fora...
P.S.: No bota-fora comentei com a Madre sobre o fato. Ela mantém contato com ele até hoje. Ela foi a única que permaneceu com o namorado da época. Isso é motivo pra um próximo post.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Então, gente, mil desculpas pela ausência. Viajei pra voltar em 2 dias e acabei ficando 3 semanas fora. Por esse erro de planejamento, acabei deixando meu querido PC em casa. Mas, claro, não esqueci o bloguinho (que anda tão paradinho) e até ensaiei uns posts, que devo publicar logo.
As tão esperadas férias chegaram. Além desse erro de planejamento, que me custou alguns tostões extras (meninas, pensem em fazer uma viagem pra voltar no dia seguinte e não levar mais que uma muda de roupa, e acabar passando 3 semanas?? Yes, let's shop!!) tive algumas surpresas desagradáveis. Primeiro, uma pequena obra na casa velha. Tá, eu sei, toda a casa precisa de pequenas obras de conservação, mas nas minhas férias foi pra acabar. Mesmo. Chegar em casa e passar os primeiros dois dias pendurada no telefone implorando pra alguém vir resolver o problema foi trash. E, claro, no velho oeste uma muda de roupa não serve nem pra meio dia. Afinal, como sempre, eu levei o frio (e espero não ter trazido de volta). Depois, na segunda semana, destruíram minha porta. Roguei algumas pragas pros moleques que fizeram isso. Cara, arrebentar uma porta no inverno é muita sacanagem. Entrou vento a noite inteira naquela casa, que já não se pode chamar de quente. Eu, como boa enrolada que sou, chamei meu faz-tudo favorito pra consertar a porta e resolver meu problema de frio. Aí as férias começaram a ficar interessantes...
O faz-tudo, pra quem lembrar, é o cara que consertava sempre a fechadura desta porta. Já era um problema antes do arrombamento, e era sempre ele quem consertava pra mim. No domingo, enquanto jogávamos sinuca, ele soltou a piada que ainda consertava fechaduras, se precisasse. Na segunda destruíram a porta. Claro que liguei né?! "Oi, você só conserta fechaduras, ou também conserta portas??"
Depois disso ainda consegui rever as gurias da faculdade (baita cervejinha aquela), o pessoal da bodega (thanks Fano)... Só falta achar o cabo da digital pra baixar as fotos...
Agora, arrumar a casa nova pra receber minha próxima visita, e voltar a trabalhar...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

E se foi o dia 12, a vida segue...

Gente, sobrevivi a outro dia 12. E isso não é pouca coisa. Assim que como, pra muitos, esse dia serve pra troca de presentes e promessas, pra outros tantos serve pra cultivo de paranóia.
Eu cultivo paranóia. Ou cultivei até 2009. Este ano, embora tenha passado por um período 'introspectivo', não cultivei paranóia. Parei pra degustar várias histórias que não chegaram a passar pelo dia 12. E como foram boas, mesmo as não vividas...
Explico: têm muitas histórias que a gente idealiza, numa fase da vida em particular, por puro medo de fazer acontecer. Não tem nada que impessa, não tem nada que separe, mas a história não acontece por um detalhe mínimo: as pessoas não se conhecem. Oficialmente. Eu passei por mais de uma dessas. Ficava babando no guri e não tinha coragem pra chegar perto. E, entendam, estou falando de chegar a uma distância segura, não estou falando de traçar estratégias de conquista. Simplesmente, ser notada.
Parei pra pensar num post que lí no blog da Alice sobre as 'caixinhas' que a gente guarda cheia de lembranças. Se hoje eu tivesse uma dessas, com certeza teria um ítem relacionada a uma dessas paixões não percebidas. Um carinha pra lá de bacana que me fazia suspirar no tempo de colégio. Como bom bad boy que era, sempre tava cercado de mil pessoas, e enfiado em mil encrencas. Era simplesmente irresistível. Eu não conseguia imaginar um dia sem passar por ele no intervalo. Não quero cair na teoria que nós gostamos de mau caráter. Não é isso. Mas, na adolescência, os bad boys têm um charme todo especial. E esse tinha. Era lindo. De doer. E com toda aquela panca que nem o Rei do Pop apresentou no clip BAD. Ele era tudo, simplesmente. Vocês sabem qual o fim do guri?? Não, não foi preso, nem seguiu carreira de bad boy. Simplesmente, depois de muito tempo só (eu contei que ele não tinha namorada??), os amigos foram fazendo vida (algumas pessoas crescem e vão por esse caminho), outros sumiram do mapa, e ele passou a cuidar dos negócios do pai (falei que a família dele tinha dindin??). Começou a acompanhar a padaria, até assumir o lugar do pai, teve um filhote com uma garota que nem se sabe direito quem é, e teve que virar 'pãe' do nada. Por um desses desmandos da vida, o filho dele estudava com o meu. Falei pra vocês o quanto o tempo foi cruel com aquele rostinho lindo da escola??
Tá bem, eu sei que eu mesma não tenho mais o rosto e o corpo que tinha no colégio, muito menos a atitude, mas o impacto parece ter sido maior naquele corpo que já foi tudo de lindo. Ele tá acabadinho. Ou melhor, corrigindo, comunzinho. Mas, acabadinho ou não, ainda tem aquele jeitinho insolente de olhar pras pessoas, e uma segurança que ainda desconcerta. Não, não é exagero. Têm coisas que não mudam.
O que eu mais achei engraçado lembrando dessa história é ter acompanhado todas as pequenas reviravoltas que a vida dele passou, e constatar que eu ainda mantenho uma distância segura dele.

sábado, 5 de junho de 2010





E quem umd dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão??



Além de estar num dia cor-de-rosa hoje, estou ensaiando uma história perfeitinha há dias. Pura enrolação pra começar a contar, então acho que tá na hora... Minha amiga Alice (a estranha) viveu uma história perfeitinha. Aliás, vive ainda. Mas ela só entra depois.



É exagero começar com once upon a time?! Não. Era uma vez um carinha cuja alcunha era Corvo. Ele tinha uma teoria interessante onde ele JURAVA que conseguiria acumular toda a sua energia num ponto (ponto de aglutinação) e mudar de forma, virar um corvo e sair voando mundo afora. Não cabe aqui me perguntar onde garimpo esses amigos estranhos. Esse cara, que conheci em 99, era o cara perfeito. Inteligente, querido, simplório e, acima de tudo, estranho. Cada vez que eu o encontrava era uma história mais Irmãos Grimm que a outra. Até amendoins mágicos eu já ganhei dele. Dois. Ele era divertidíssimo, embora apresente até hoje uma tendência à depressão e à rabugice. Apaixonado por música (guitarrista&baixista&baterista), filosofia, teatro, artesanato, literatura e vinhos. Na época, tinha terminado o segundo grau, morava com a mãe e fazia muita festa. Chegamos a ter alguma coisa juntos. Também não cabe aqui nominar a história. O que importa é que o tempo foi passando, e passadas algumas brigas, acabamos nos distanciando. Passei tempo sem notícias.



Em 2005, conheci Alice. Num bar, se não me engano. Amigos em comum. Conversamos, muitas afinidades, e logo ficamos amigas. Claro, tinha uma afinidade que não previmos: ela também tinha alguma coisa não nominável com o Corvo. Na verdade, era perdidamente apaixonada por ele. E, até me conhecer, me odiava (ela jura de pés juntos que não, mas é verdade). Claro que a primeira atitude da moça foi conversar e ver minha posição perante o Corvo. Como eu não requisitava nada ali, a amizade persiste até hoje. A história deles ainda seguiu bastante.



Não conheço os detalhes, na verdade. Ela sempre fez questão de manter a discrição, diferentemente da maioria das mulheres que eu conheço. Sei que são perfeitos um pro outro. Não tem nada a ver, mas são muito parecidos. Sabe aquele casal que, mesmo quando termina, um continua lembrando o outro?? Assim. E, claro, o rompimento teve um quê todo especial, com direito a presente de despedida e tudo o mais. Pura enrolação. É meio Shrek e Fiona. Peter Pan e Capitão Gancho. Estão sempre em guerra, uma guerra que não acaba. Uma guerra pra passar o tempo. Pra manter o vínculo. E quando se encontram em algum lugar, aff... É a preview de uma guerra mitológica dessas. Ela provoca, espeta, e ele surta. Se fecha num fortaleza intransponível e ponto. Mas, seria capaz de apostar que: se colocar os dois no mesmo lugar, sem avisá-los disso, eles se pressentem. Por mais incrível que pareça, sim.



Ela mesma sempre insiste que ninguém sente sozinho. E eu acabei acreditando nisso. São as duas faces de uma mesma moeda. Impossível ficarem juntos, ou separados. Uma polaridade estranha, indefinível. Uma história que corre desde 2005, e não tem previsão de terminar. Uma coisa pra vida toda.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sei que estou em falta com vcs... Sei que deveria ter postado mais, mas tava um tantinho sem inspiração... Hoje, limpando a caixa de e-mails, me deparei com essa pérola, que não poderia ficar sem registro. Segue a piada infame, mas justa!!


Quando a paixão acaba....


O marido entra com muito cuidado na cama e sussurra suave e apaixonadamente no ouvido de sua mulher.
- Estou sem cueca...
E a mulher lhe responde:
- Amanhã lavo uma...

domingo, 28 de março de 2010

Final de mês, final de final de semana... Momento de abraçar os joelhos, respirar fundo e (re)começar a projetar os próximos passos.
Hoje estava no meu 'momento respiro', passeando pela blogosfera, quando me deparei com um blog desconhecido (já adicionado à listinha de recomendações) com uma música per-fei-ti-nha que a guria gosta (tema do filme O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO). Aproveito o momento nostalgia pra deixar uma música que eu adoro. Sempre me lembra um dos casais que mais gosto - Carrie e Big - e um filme um tantinho mais antigo (esqueci o nome, mas é com Andy Garcia e Meg Ryan). Assim, deixo vocês com essa musiquinha liiiiiiinda, até que o mar de brigadeiro vire.


video

terça-feira, 23 de março de 2010

Correções...

Antes de mais nada, quero esclarecer que as correções são pedido da mulher do bandido. Como toda a história não vivenciada de pertinho, acabei misturando alguns detalhes:
1. A mulher do bandido não namorava o radialista pra valer. Eles andavam juntos, de mãos dadas, tomavam sorvete no final de semana, mas não era namoro, gente!! Ele tinha medo de se envolver em um compromisso mais sério (vejam a minha cara de surpresa...). Nesse ritmo mesmo, ele teve a idéia brilhante de simular um namoro e dizer a ela que a namorada 'de verdade' estava vindo no próximo final de semana visitá-lo e, por isso, eles não poderiam mais sair de mãos dadas e tomar sorvete juntos. Um teste pra lá de esperto... Tenho que admitir que poucas pessoas têm essa capacidade...
2. Como toda a boa história que conheço, ela conheceu o bandido tempos antes de encontrá-lo no tal parque, e só começaram mesmo a conversar por causa do msn. Bendito seja!! Se o orkut acaba com a vida das pessoas, o msn é o santo milagreiro...
Espero ter dado conta de corrigir os equívocos do texto anterior. Logo volto com mais...

segunda-feira, 15 de março de 2010

A história da mulher do bandido...

Essa é uma história que estou especulando há tempos pra contar. Claro que não é minha, mas achei tão buni que tinha que ter seu lugarzinho por aqui...
Ela namorava um radialista. Ou jornalista. Whatever. Namoro sério, com direito a passear de mãos dadas na rua e tomar sorvete no final de tarde. Tudo pra dar certo. Aliás, já dava certo. Até ele resolver tensionar a relação (?!?) e dizer que não podia mais namorar com ela (?!?!?!?) porque tinha uma namorada de outra cidade estava vindo visitá-lo (?!?!?!?!?!). Ela juntou os cacos de dignidade do chão e mandou o indivíduo andar, sem choro nem vela. Mas, como bom casal que eram, tinham planos pro futuro próximo: uma excursão de final de semana. Passagens pagas, não tinha como ela desistir sem uma perda ainda maior ($$). Foi. Eis que nesse parque ela reencontra um carinha com quem conversava por msn, que havia conhecido noutro parque (nem preciso dizer que essa amiga tem uma certa predileção por parques temáticos). Conversa vai, conversa vem, o resto a gente já conhece. E o que era pra ser um final de semana tedioso e lamentável, acaba sendo o começo de outra história.
Esse carinha (o segundo, não o radialista) trabalha no parque onde se conheceram. Num show de west selvagem. Por isso recebeu a alcunha de Bandido. Muito querido, muito gato, foi quem colou os caquinhos do coração da moça. Desde então, ela não pensa em outra coisa que não seja "ir pro parque passar uns dias". Desde esse reencontro, já rolou muita foto, muita filmagem (ui!!) e um sequestro relâmpago. Claro que o radialista percebeu o erro de blefe e continua junto, esperando a hora pra voltar ao posto. Me arrisco a dizer que vai demorar...
Essas histórias, por si só, me mantém motivada. Não apenas para o potinho-de-ouro-no-final-do-arco-íris. Mas pra lembrar que ÀS VEZES um errinho básico de estratégia faz a gente perder muita coisa. O radialista sabe do que tô falando. Tensionar a história com ciúmes é sempre uma opção arriscada. E cada um sabe onde seu calo aperta. Claro que a mulher do bandido deve estar grata até hoje pelo erro de cálculo do radialista, mas... Sempre convém lembrar!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Gente estranha...

Essa semana aconteceu outra engraçada...
Estou trabalhando, a mil pelo Brasil, quando chega uma mulher na minha frente com um macinho de contas pra pagar.
- Quero pagar essas contas. Soma pra mim por favor.
- Claro. Deu tanto.
- Tenho um sobrinho que trabalha nessa empresa também. Na Ilha do Governador. Você conhece?? O fulano.
-Não conheço.
- Você é casada??
- Não.
- Hum... Vou falar pra ele te procurar...
- (risos)
- Você está me achando louca, né?! Mas eu tô certíssima. Você nunca ouviu falar dos casamentos arranjados, dos figurões?? É bem assim que funciona, querida. Gente boa se pesquisa pra casar, não casa com qualquer um. Por isso esses casamentos arranjados dão certo...
- (boca aberta)
- É, você está me achando louca. Mas vou falar pra ele te procurar mesmo assim. Não precisa você ficar com vergonha. Vejo que te deixei constrangida, mas eu já tô indo embora. Boa tarde.
Fico pensando onde as pessoas perderam a noção... Tudo bem, falar isso não é crime, mas também está longe de ser previsível. Espero não ter surpresas a esse respeito...

segunda-feira, 1 de março de 2010




Pessoal, não estranhem a hora... Estranhem que já é março. Sim, o tempo acelerou. Meu último post, no carnaval, parece ter sido ontem...


Aqui tem acontecido muita coisa boa. Embora a notícia chata do mês (pra não dizer do ano) é que o Sr. Dragão está se mudando. Está indo morar com a ex-namorada submissa e psicótica. Tá, eu sei, tem coisa pior acontecendo no mundo, mas ainda assim não foi a notícia mais agradável que recebi esse ano.


Seja como for, como dizem os católicos, 'Deus não fecha uma porta sem abrir uma janela' (ou qualquer coisa assim). Hora de fechar essa porta e deixar a alma aberta.


Esse ano me trouxe pessoas que já são mui queridas, novos amigos, novos pontos de vista, e possibilidades nunca dantes vislumbradas.


Pra não perder a perspectiva, segue um ensaio fotográfico muito bacana. Tenho um projeto parecido, as janelas da Cidade Maravilhosa, mas ainda não está pronto, nem é tão profi. Enquanto não crio coragem para postar o meu, deliciem-se com o do Helvio.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Controversos

Em época de carnaval, como boa doente do pé que sou, opto por programas alternativos e marginais. Deixo a folia pra quem é de folia.

Nesse ritmo, deixo aqui um texto de um colega, o Rafa, que eu adoro. Com a devida autorização, claro. Boa diversão a todos!!


Controversos

Abre a janela do tempo
É voz é impar é par
O mundo correndo lá fora
E eu já me cansei de esperar

Abre a porta da vida
Pare esse trem, porque eu quero saltar
E se o universo não há de parar por mim
Não se incomodem: eu posso pular

Não é que eu seja sempre assim
Só preciso de um pouco de ar
Preciso respirar fora disso, fora d'água
Eu só preciso precisar

Sou a metade do dobro
Da corte sou só o bobo
Um trote, um engodo
Quem não há de concordar?

Finjo fingir que não finjo
O que talvez seja de se admirar
Mas só quero a minha parte
O meu dinheiro de volta
Quando tudo terminar

Alguém talvez diga que é arte
Talvez para me consolar
Essa mania terrível de palavrescamotear
A maioria diz-me louco
E eu que não me contento com pouco
Não digo nunca que não
Ponho na cabeça o chapéu
Do nobre Napoleão
Versejo nas ruas, nas praças
Para os postes, os bancos, o chão

Já me cansei deste mundo
Agora corro atrás de um Raimundo
Com uma pedra na mão
E pra não perder a rima
Te pergunto: e agora, João?
Eu que procuro rima pra vida
Fui rimar com solidão...


fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=34798

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Estava agora conversando com a tia Patty e contando os casais perfeitos que conhecemos. A Vany e o Jô; a Dani e o Júnior; a Sandra e o Pierre; a Maria Thereza e o Pablo; e um casal de amigos, cuja história é o motivo desse post.

Conheci ele em 2007, num congresso. E ela em 2008, em outro congresso. No mesmo que conheci o Sr. Dragão. Uns dias depois do congresso, ela me contou que estava apaixonada, mas era tudo muito difícil. Ele era casado, não tinha como ficarem juntos. Além do mais, ela morava no nordeste, ele no sul. Nunca me deu maiores detalhes, apenas dividíamos as angústias.
Congresso do ano passado, eles resolveram se assumir. Ele estava separado e eu tomei o maior susto. Embora sejam o casal perfeito, eu nunca imaginei. Dali em diante foi um love só, ponte aérea direto, uma delícia. No começo deste ano fui informada que ele está se mudando, definitivamente, pro nordeste. Vai sair o casório!!

Depois de conversar com ele, ontem, e saber como tudo aconteceu, eu reafirmo: essas coisas ainda acontecem fora dos estúdios da Disney. O final feliz existe. Nem sempre o Príncipe vira Sapo. Em algumas histórias, o Sapo vira Príncipe.