quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dia perfeito

Pessoal, hoje é o dia. Dia mundial da Iza. E, embora adore meu aniversário, estava sem expectativas. Como tinha uma reuniao pra qual eu estava liberada o dia inteiro, achei que seria como qualquer outro, lamentavelmente. Esperava uma reunião cansativa, seguida pelo (igualmente cansativo) amigo secreto e festa de encerramento do trabalho. Então percebi que o papai-do-céu fez as pazes comigo...
Explico: hoje foi o melhor aniversário que eu me lembro de ter passado em muitos anos. Acordei atrasada, saí correndo, mas cheguei em tempo de ser informada que a reunião atrasou. O Sr. Dragão me ligou. Querido e talz, mas sem muita diferença do normal. Pediu pra gente almoçar junto pra comemorar. Claro que isso, por si só, seria legal. Mas imaginava que seria o de sempre.
Nada!! Ele apareceu me encontrar na reunião, mais querido que o normal, e fomos almoçar. Me levou num restaurante fantástico!! Sabe aqueles lugares que a gente nem ousa imaginar pra não gastar pensamento?! Bem nessa. Cobertura, com vista pro mar, chiquérrimo. Comida deliciosa, vinho delicioso, música ambiente deliciosa, compania deliciosa... Foi per-fei-to!! Me senti a própria Scarlett na lua-de-mel com Rhett, naquela viagem de navio perfeita... (sem críticas, tá meninas?!)
Pra deixar todos nesse clima, deixo a música...

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Histórias sem fim

Eis a história de uma super amiga. Menina super poderosa.
Conheceu o carinha no trabalho. Numa viagem do trabalho. Conversa vai, conversa vem, o povo começa a olhar pro lado pra dar privacidade ao novo casal que se forma e... bingo!! Passam o findi juntos!! Voltam da viagem, ele continua ligando, eles continuam saíndo... Até a chegada do primeiro surto...
Ele, cara mais velho, duas vezes separado, legal, inteligente, divertido e bem resolvido. Ela, uma vez separada, legal, inteligente, divertida e linda. Casal perfeito. Ou quase. Depois de um tempinho saido juntos, ele chama ela pra conversa e explica que, pensando bem, achou melhor voltar com a ex, pois eles ainda tem muitos laços e blábláblá.
Tudo bem, a vida segue, ele casa (novamente) com a ex, com direito a festa-e-bolo-e-brigadeiro. Um mês depois, nova separação. Formal. Dividem os bens, ele retorna pro lado dos solteiros, cura a ferida e volta a ser um cara duas vezes separado, legal, inteligente, divertido e bem resolvido. E volta a ficar com a minha amiga. Outro tempinho depois, novo surto.
Agora ele não está preparado pra se envolver com alguém. Não tem nada a oferecer. Tá resolvendo o final da vida, pensando profissionalmente no que abriu mão em virtude dos casamentos (?!?) e recebeu uma proposta boa da empresa. Mas vai se mudar, e não acha certo deixar que ela se envolva novamente sabendo que vai embora e blábláblá. Tá. Combinado então que ele adora ela, quer muito que ela saiba o quanto é especial, mas cada um tem que pensar no que é melhor pra si. E ele muda de cidade. 600 km de distância.
Mais um tempinho depois, eles se encontram noutra balada. A 600km de distância. Conversa vai, conversa vem, e ... bingo!! De novo... Volta tudo como era antes, continuam saindo juntos, muitas ligações e talz. Até ele saber que ela também havia recebido uma boa proposta da empresa. Pra mesma cidade. Terceiro surto.
Gente, numa boa... Se isso não é pra enlouquecer, não sei dizer o que é. Afinal, ninguém é obrigado a ficar junto, mas fazer propaganda enganosa também não é legal. Muitas vezes (eu diria que na maioria delas), a gente também não quer ficar junto. Oficialmente. A história pode ser bacana, a pessoa pode ser irresistível, mas não significa que a gente queira casar. Porém, um pouquinho de coerência é indispensável.
Eu conheço os dois. Há anos. Ao contrário do que parece na minha narrativa, ele adora ela. Mesmo. E combinam um monte. Seria ainda melhor se ele pudesse deixar a molecagem de lado, colocar um homem no corpo e se permitir viver isso de leve. Até as pedras da calçada sabem que, vivendo novamente na mesma cidade, e trabalhando na mesma empresa, não demora muito até que ele volte a ciscar ao redor dela. Então, não dá pra pular a fase da briga e partir pro que interessa?!
Falava isso com ela hoje. No quanto a gente tende a assumir a culpa pelo que ouviu, quando isso não passa de falta de coragem de alguns meninos. Imperdoável?! É, sim. Mas não é só isso. É um disperdício bem grande. Pros dois. Acho que o medo se faz indispensável em vários momentos, mas não quando estamos afim de alguém. E nem tô falando de paixões avassaladoras. Tô falando daquele medinho que dá quando nos sentimos cativados. Quando tudo parece bom demais pra ser. Quando, desacostumados, desconfiamos que não merecemos. E quando sentimos que, mesmo passando adiante um papinho como esses dele, não vamos terminar uma história. Simplesmente porque ela ainda não acabou...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Diálogos Imperfeitos (2)

Metrô. 18hs e pouco. Cheio. Mulherada atrasada, enlouquecida, e o condutor aparentemente nem tchum. Num dos vagões, duas amigas conversam.
- Amiga, sabe que eu tava pensando esses dias... Devia namorar um desses condutores de metrô... Minhas viagens seriam mais tranquilas, sem esse aperto todo, sem essas freadas bruscas...
(A outra pensativa )
- Se bem que, teriam que ser dois, né... Um da linha 1, outro da linha 2...