terça-feira, 1 de setembro de 2009

E depois da chuva de sapos...

Depois de toda essa maré de imperfeições, alguma coisa tinha que mudar.
Não, o vizinho não desistiu. Continua interfonando periódicamente. Optei por tirar o interfone da tomada.
Não, o Sr. Dragão não me pediu perdão de joelhos. Embora não adiantasse. Embora eu nem sequer cogitasse essa hipótese.
Conheci um corpinho novo, que ainda está sem alcunha. Sexta. Festinha. Apenas o povo do trabalho e alguns conhecidos. Banda. Bebida. Eis dois elementos que, associados à data, são quase combustíveis.
O abençoado chegou. Normal. Sem chamar atenção, nem despercebido demais. Conversou quase a noite inteira. Tranquilo. Sem afobação, apenas conversa fiada. Dançamos. (Pessoas, acreditem, eu dancei.) Muito. E antes que a carruagem virasse abóbora...
Sim, a fila andou, os sinos soaram, a terra tremeu, cada um chama como quer. O fato é que eu tava totalmente sem expectativas. Ele disse que já estava me observando de uma outra janta do trabalho (e por aqui vocês vêem a minha descrença nas boas intensões das pessoas), que estava esperando pra falar comigo, mas tudo ficou meio no ar. Passei dois dias suspirando e pensando como seria hoje. Ou melhor, quanto tempo levaria pra gente se esbarrar num corredor e soltar um OI sem jeito.
Nem foi assim. Cedo, logo que cheguei, pára na minha frente, dá bom dia, pede uma caneta emprestada e deixa um bilhete. Mil pontos pela iniciativa, pela atitude, e por ter deixado o telefone que eu tanto queria. Depois volta, pergunta se está de pé o que combinamos no meio de todas as bebidas do mundo. Mais mil pontos por ter lembrado, confirmado, e mantido. No final da tarde, liga pra dizer que não conseguiu fazer as reservas, mas que eu pensasse no que queria fazer, que ele ficaria esperando pra se organizar. (Começo a desconfiar que colocaram algo no meu café e que estou tendo alucinações...) Fiquei de confirmar assim que começasse novamente a pensar, pois estava atolada em trabalho e blábláblá pra ganhar tempo. Não consegui pensar, nem ligar de volta. Mas isso não foi problema: ele ainda mandou mensagem pra reafirmar o bilhete, e ligou outras três vezes, até que eu atendesse e confirmasse que não iria declinar do programa de findi.
Sinceramente, se isso não é virar o barco, não sei o que é. Embora tente desacelerar, e manter os pés no chão, fica muito difícil não me empolgar com tamanha diferença. Embora eu saiba que tô merecendo, afinal depois do vizinho doido e psicótico eu merecia quase um Rodrigo Santoro, ainda fico com aquele arzinho de será-que-vai-dessa-vez ... Segue um passatempo...
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